365 dias sem ti

" O amor não se procura, encontra-se. Não se ensina aprende-se."

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Mais um ano chegou ao fim, tenho mais uma caixa para fechar e guardar, fico feliz por este ano ter acabado, podemos seguir a tradição e dizer " ano novo vida nova " e eu sinceramente não acredito nisso, ainda há muito para terminar, ainda ficou muito incompleto do ano passado.
Este ano foi sem duvido o pior ano, foi o ano em que muito aconteceu e muito mudou, foi o ano em que promessas foram feitas, muito poucas cumpridas, muitas delas foram jogadas ao vento, foi o ano em que muitos dos sonhos foram destruídos, perdi muito tempo a preparar planos de batalhas para no fim acabar por perder a guerra, mas também lutar contra um adversário tão forte nunca iria ser batalha fácil, mas fomos a guerra e perdemos.
Foi o ano dos meus 18, o ano que poderia ter corrido bem, mas sabe-se lá porque não foi, foi o ano em que mais vezes me perdi, perdi a força, a esperança, perdi tudo, perdi-te a ti, perdi quem amava, perdi mais que uma pessoa.
Neste ano que passou prometemos que íamos ser felizes, que íamos reconquistar o tempo perdido, mas tudo isso não passou de palavras que foram levadas pelo vento, eu cumpri tudo, estive do lado quando chão de fugiu dos pés, tive lá, amparei a queda, mostrei-te o caminho a seguir e depois fui embora na esperança que viesses, mas não vieste, tal como fizeste muitas vezes.
No meio de tanto problema sempre tive tempo para apaziguar a tua dor e tu nada fizeste com a minha, cometemos erros, mas apercebi-me que não iria voltar a cometer esse mesmo erro.
A realidade é que vivi este ano com medo, medo dos dias, medo do que pudesse acontecer, medo que o meu teto desabasse sobre mim e eu não conseguisse fugir a tempo, talvez tenha sido o medo que fez com que perdesse a força muita vez, mesmo já sem forças lutei, sempre na linha da frente, confesso que muitas vezes tentei desistir mas não o fiz porque achei que ainda era muito cedo para te deixar partir, mas acabaste por partir sem te despedires de mim, sem dizeres que era agora, que era para sempre.
Orgulho-me de mim, depois de tudo o que passei continuo aqui forte, mas é fácil sorrir todos os dias, não e sorrir que é difícil, o difícil é tentar recuperar o mais rápido possível.
Mas também não foram só coisas más, este ano também foi o ano de muitos sorrisos, o ano das provas de amor, o ano da saudade e da distancia.
A vida é mesmo assim, feita de coisas boas e coisas más.
Com a viragem do ano, quando bateram as doze badaladas e pedi os doze desejos, espero que todos se concretizem.
Espero também que este novo ano traga aquilo que 2013 não trouxe.
Vai ser um ano sem ti, muitas vezes a saudade vai bater a porta, as lágrimas vão cair sempre que te for visitar a tua nova casa, ao sitio onde permaneceras para sempre, em paz e sem sofrimento.


domingo, 8 de dezembro de 2013

Esta nova etapa tem sido difícil, foi uma das piores até hoje, todos os dias são sentimentos diferentes, as vezes dói mais outras vezes dói menos.
Dizem que quando temos um problema, passamos pela fase da negação, da aceitação e por fim da confirmação, este problema é diferente pois já não tem solução, resta deixar o tempo passar.
Desde que partiste já passei por diversas fases, ás vezes ainda acredito que tudo isto é um grande pesadelo e que vou acordar nos teus braços no meio do campo verde de relva que me costumavas embalar quando era pequena, mas depois caiu em mim e acordo e sei que isto é real e não quero acreditar que partiste e que eu continuo aqui a lidar com tudo, depois aceito que isto foi o melhor.
Quando as noites são passadas em branco, no meio de lágrimas e de memórias o despertar para um novo dia é o pior, acordo vazia, sinto que não tenho nada para dar, outras vezes acordo e penso que podia ter feito mais e fico revoltada porque não fiz mais porque não tinha espaço de manobra.
Muitas vezes acordo com saudades tuas, e cada espaço, cada som, cada gesto faz com que me lembre de ti, e depois as lágrimas insistem em cair, mas venço-as, tal como tu querias.
Depois de espernear e gritar caiu em mim e admito que perdemos a tua batalha, mas que podemos ajudar outros a vencer outras batalhas e saiu a rua com a cara lavada e acredito que posso marcar a diferença que posso ajudar os outros.
Mas depois vejo noticias que grande revoluções na medicina, novos tratamentos para o cancro, novos métodos, algo que promete mundos e fundos e pergunto porque é que não veio mais cedo, agora que já perdi tudo,contudo acredito que isto pode salvar outras pessoas e conformo-me.
A verdade é que estou triste, sensível, revoltada, num minuto sinto tudo e noutro não sinto nada, acho que tudo isto faz parte deste processo.
Sei que vou cair muitas vezes, mas tenho tudo para me levantar e encontrar o caminho certo, não interessa as vezes que caímos, importa sim que no fim ganhemos.
 Todas as semanas avanço mais um bocadinho, esta semana consegui olhar para as tuas fotos sem chorar, daqui a uns meses talvez consiga entrar na casa que outrora que me fez muito feliz e que foi espaço de toda a minha infancia, mas que que agora só me trás tristeza.
Não sei quanto tempo vai demorar para que tudo volte ao normal, mas acredito que vai voltar.
Um beijo do tamanho do mundo minha grande guerreira.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

E mais uma vez voltaste a ser o centro das atenções na minha cabeça, mais uma vez voltei a ter saudades tuas, fazer o mesmo caminho todos os dias, passar pela tua casa todos dias tem sido uma tortura, mas hoje mais do que nunca doeu, doeu porque sei que nunca mais me vais voltar a acenar da janela da tua casa enquanto passo de carro, porque sei que não vais passar o natal comigo e não vais elogiar todas as sobremesas que vou fazer, e não me vais dizer que todos os anos estou mais crescida e quase que estou do tamanho da árvore de natal.
Há um ano atrás estávamos a montar a tua árvore de natal e nunca pensei que este ano não a voltariamos a montar, na realidade sempre soube que havia uma pequena hipotese de isso não acontecer, mas queria acreditar que ia acontecer.
E hoje, as bolas, as luzes, os enfeites de natal trouxeram a saudade até a mim, lembro-me de todos os anos passearmos pela passadeira vermelha que estendem todos os anos na baixa.
Sabes avó o natal este ano vai ser dificil, não vai ter a mesma alegria, mas há que continuar a sorrir todos os dias,há que lutar e vencer!
E por mais que hoje custe, que as lágrimas voltem a cair, isso não faz de nós mais fracos.
Estejas onde estiveres espero que estejas de olho em nós, um beijo cheio de saudade minha grande Mulher.