E hoje passado mais do que um ano, nós damos por nós a seguir com a vida para a frente, agora sem medo do dia de amanhã, porque o amanhã já não é tão desconhecido, pensar no futuro já não dói, mas apesar de seguirmos em frente não esquecemos a luta do passado.
Hoje se me perguntarem do que mais tenho saudades, tenho saudades de tudo, o que vivemos e o que não vivemos, mas principalmente tenho muita revolta acumulada por não termos vivido o que era suposto, por ter deixado tanto por dizer, ficou tanto, mas tanto por fazer e dizer, mas a vida é mesmo assim.
Ontem dei por mim no sitio onde tudo acabou, no quarto frio e gelado que continua intacto, como se esperasse pelo teu regresso, a cama continua desfeita como foi deixada, continua tudo igual, ninguém teve coragem de tocar em nada, porque na realidade ninguém acredita no desfecho disto tudo.
Durante este ano aconteceram tantas coisas, coisas essas que sempre pensei que irias celebrar comigo, e em todos esses grandes momentos não deixei de pensar em ti minha grande guerreira,mas agora sempre que a saudade bate a porta não há muito a fazer, não há nada a fazer, uma vela e um ramo de flores são o que damos em troca para que a saudade vá embora.
Um ano depois ainda existem muitas perguntas por responder, muita dor dentro de nós,o tempo é o nosso pior o inimigo, o tempo faz aquilo que ninguém esperava, apazigua a dor, mas não faz com que deixe de doer, há dias em que dói mais outros que já nem dói, mas esta ferida tende em não cicatrizar, há sempre algo que nos leva para o dia em que perdemos a luta, há sempre algo que não nos deixa esquecer.
Hoje quando dei por mim a descer as escadas da igreja olhei para trás e senti tanto orgulho avó, ver as tuas amigas todas a reconfortarem-nos, passado um ano elas não se esqueceram de ti, nem de nós e isso é um orgulho para mim, saber que mesmo quando o tempo te escasseava por entre os dedos tu pediste-lhes para nos continuarem a apoiar mesmo depois de tu partires.
Passe o tempo que passar nunca me hei-de esquecer de ti, até sempre.
365 dias sem ti
" O amor não se procura, encontra-se. Não se ensina aprende-se."
domingo, 21 de setembro de 2014
terça-feira, 22 de julho de 2014
Afinal o tempo não cura tudo, o tempo só faz pior, o tempo só fez com que a saudade aumentasse e que a confusão aumentasse, o tempo é uma treta.
Isto é tudo uma treta, não te ter aqui é uma treta, saber que nunca mais vou falar contigo, ou te vou ver é uma treta.
Quase que fui obrigada a não chorar e a não sentir a dor da morte de um familiar, a dor que inunda o coração que insiste em doer, dia após dia, e a dor que não passa e insiste em não desaparecer, a dor que nos lembra que morreste, que não estas mais aqui.
Desculpa, queria ser forte e não chorar e reagir e saber o que fazer, mas não sei, limito-me a fingir que está tudo bem, que estamos a ultrapassar isto da melhor maneira, mas é tudo mentira, continuamos a ignorar passar pela tua casa,ignoramos tudo para não sofrermos.
Quando alguém que não nos pertence morre, sabemos perfeitamente o que fazer, enviar flores, ir ao funeral, apoiar as pessoas, mas quando é alguém nosso a morrer nunca sabemos o que fazer, é tudo novo, e ficamos ali estáticos e em pânico sem saber o que fazer, temos que nos fazer de forte porque não nos podemos ir abaixo, temos que ouvir todas aquelas historias em que contam o que faziam e como essa pessoa era feliz, e isso magoa e ninguém tem noção.
Sabes avó tem sido tudo difícil sem estares aqui, as minhas irmãs já sabem que a avó afinal não foi fazer uma viagem, sabem que a avó morreu e isso parte-me o coração, tão pequenas e saberem que a avó morreu e dizerem que tem saudades dela, como se explica a uma criança que nunca mais vai ver aquela pessoa, não se explica.
Prometo ser forte, nunca me esqueço de ti.
Isto é tudo uma treta, não te ter aqui é uma treta, saber que nunca mais vou falar contigo, ou te vou ver é uma treta.
Quase que fui obrigada a não chorar e a não sentir a dor da morte de um familiar, a dor que inunda o coração que insiste em doer, dia após dia, e a dor que não passa e insiste em não desaparecer, a dor que nos lembra que morreste, que não estas mais aqui.
Desculpa, queria ser forte e não chorar e reagir e saber o que fazer, mas não sei, limito-me a fingir que está tudo bem, que estamos a ultrapassar isto da melhor maneira, mas é tudo mentira, continuamos a ignorar passar pela tua casa,ignoramos tudo para não sofrermos.
Quando alguém que não nos pertence morre, sabemos perfeitamente o que fazer, enviar flores, ir ao funeral, apoiar as pessoas, mas quando é alguém nosso a morrer nunca sabemos o que fazer, é tudo novo, e ficamos ali estáticos e em pânico sem saber o que fazer, temos que nos fazer de forte porque não nos podemos ir abaixo, temos que ouvir todas aquelas historias em que contam o que faziam e como essa pessoa era feliz, e isso magoa e ninguém tem noção.
Sabes avó tem sido tudo difícil sem estares aqui, as minhas irmãs já sabem que a avó afinal não foi fazer uma viagem, sabem que a avó morreu e isso parte-me o coração, tão pequenas e saberem que a avó morreu e dizerem que tem saudades dela, como se explica a uma criança que nunca mais vai ver aquela pessoa, não se explica.
Prometo ser forte, nunca me esqueço de ti.
quarta-feira, 14 de maio de 2014
Já tivemos melhor dias, já me apeteceu lutar mais, já me apeteceu concretizar todos os sonhos, idealizar mil e um planos e arranjar a melhor maneira para ficarmos juntos, mas agora já não tenho vontade de lutar, não por não te amar, porque ainda amo, mas porque acho que não valha a pena, perdemos tempo demasiado com algo que nunca nos vai levar a lado nenhum, andamos aqui aos circulos, vamos sempre ao encontro do mesmo sitio, vezes e vezes sem conta e a rotina é a mesma todos os dias, e eu continuo a não te ter aqui comigo todos os dias.
Por mais que custe, por mais que doa, acho que tem de ser, temos que soltar as amarras, se tiveres que ser meu as minhas mãos hás-de voltar.
Eu acreditei,lutei contra todos e tudo, mas não é suficiente, e se me achares fraca por desistir agora, tudo bem, serei fraca por desistir de algo que provavelmente não me vai levar a lado nenhum.
Não me vou esquecer dos momentos, das palavras, das vezes que não me deixaste cair no precipio, não me vou esquecer de nada, prometo.
Apesar de querer desistir continuo a amar-te, mas neste momento não tenho mais nada que me faça acreditar e que me leve para junto de ti, provavelmente seriam apenas uma questao de meses até algo que levar para junto de ti, mas durante esses meses muitas coisas vão acontecer e eu sei que quanto mais prolongarmos isto, mas nos vamos magoar um ao outro, e eu não quero isso.
O problema disto é, eu saber que tenho que soltar as amarras, que tenho que te deixar ir, quer tu queiras quer não, mas eu não consigo, e é aqui que o coração e a cabeça entram em conflito outra vez, a cabeça diz, deixa-o ir, mesmo que ele não queira ir, e o coração diz para continuar e lutar.
E aqui continuo eu, mergulhada nas incertezas, entre o arriscar e o não arriscar.
Por mais que custe, por mais que doa, acho que tem de ser, temos que soltar as amarras, se tiveres que ser meu as minhas mãos hás-de voltar.
Eu acreditei,lutei contra todos e tudo, mas não é suficiente, e se me achares fraca por desistir agora, tudo bem, serei fraca por desistir de algo que provavelmente não me vai levar a lado nenhum.
Não me vou esquecer dos momentos, das palavras, das vezes que não me deixaste cair no precipio, não me vou esquecer de nada, prometo.
Apesar de querer desistir continuo a amar-te, mas neste momento não tenho mais nada que me faça acreditar e que me leve para junto de ti, provavelmente seriam apenas uma questao de meses até algo que levar para junto de ti, mas durante esses meses muitas coisas vão acontecer e eu sei que quanto mais prolongarmos isto, mas nos vamos magoar um ao outro, e eu não quero isso.
O problema disto é, eu saber que tenho que soltar as amarras, que tenho que te deixar ir, quer tu queiras quer não, mas eu não consigo, e é aqui que o coração e a cabeça entram em conflito outra vez, a cabeça diz, deixa-o ir, mesmo que ele não queira ir, e o coração diz para continuar e lutar.
E aqui continuo eu, mergulhada nas incertezas, entre o arriscar e o não arriscar.
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